Eu não tinha este rosto de hoje.
Assim calmo, assim triste, assim magro.
Eu não tinha estes olhos tão vazios.
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força.
Tão paradas e frias e mortas.
Eu não tinha este coração que nem se mostra.
Não me dei por esta mudança.
Tão simples, tão fácil: tão certa.
Em que espelho ficou perdida minha face?
Poesias minhas e de outros autores, trabalhos de colagens que faço, vídeos das histórias que conto,fotos, reflexões... encontros... sóis e ventos. Tenho dessas coisas: acordar cantando, cantar baixinho, cantar alto, voar alto, voar baixo, pisar no chão levemente, procurar meu bando, debandar, comer fruta e espalhar sementes sem olhar pra trás, dormir envolvida por verdes pensamentos, tomar banho de rio e me molhar jogando água pra cima - PASSARICES!
E ando como nunca procurando minha face: nas histórias que conto, nas músicas que canto, nas pessoas, na lua cheia, no pôr do sol, nas tempestades, nas caminhadas passadas de tantas vidas, nos sonhos...
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