quinta-feira, 29 de setembro de 2011

vocação

Não quero pintar meios -fios,
Não que não ache importante.
É só que não tenho maestria pra isso.

Quero usar a tinta que sobrou
Desta vã tentativa,
Pra pintar meu quarto.
Acho que dá.

Não quero ficar na janela vendo a banda passar.
Quero  fazer parte da banda e tocar alto meu instrumento.
Tocar alto e bem alto .
Até...
Eu mesma acordar

terça-feira, 27 de setembro de 2011

compartilhando estrelas

Há um quê de saudade, um maravilhamento no momento presente. E,apesar de não ser daqui, é uma honra estar no agora.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tenho dessas coisas:
Acordar cantando, cantar baixinho, cantar alto;
Voar alto; voar baixo;
Pisar no chão levemente;
Procurar meu bando;
Debandar;
Comer fruta e espalhar sementes sem olhar pra trás;
Dormir envolvida por verdes pensamentos;
Tomar banho de rio e me molhar jogando água pra cima -
PASSARICES!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011


Observando as crianças brincando na quadra surgiu este escrito.
UNIVERSIDADE
Quando crescer...
Eu quero ser...
Criança!

Pra ter sorriso largo,
Pra levar a sério a brincadeira,
Pra ter olho de turista pro que vejo todo dia,
Pra ter uma calda luminosa de cometa atrás de mim
Enquanto corro atrás da bola.

Quando crescer, eu quero ser criança.
Pra acreditar em Papai Noel,
Pra viver o presente sem temer o que virá,
Pra ter um brilho ímpar nos olhos e na alma.

Quando crescer eu quero ser bem pequenininha.






domingo, 18 de setembro de 2011

Estima

Você sabe porque Deus fez as pernas do passarinho tão fracas e céleres?
 É que o Autor da Vida sabia do potencial de suas asas.
                                                       Patricia de Oliveira

Sobre monografias( do livro- Alegria na escola e outras passarices)


A maioria das pessoas comenta que para se fazer um trabalho de conclusão de  curso com qualidade temos que ter olheiras.
Fico aqui, no início de meu trabalho sobre alegria na escola pensando a respeito disto.
Por que um trabalho, para ser de qualidade precisa ser sofrido e sem prazer?
Por que esta apologia ao sofrimento que arrastamos vida a fora?
Haverá maior alegria do que se perceber um ser que pode vir a ser muito mais?
Haverá maior alegria do que descortinar novos horizontes e assim sentir-se mais livre, já que o conhecimento liberta?
Então escolas deveriam ser templos de alegria.
Seria difícil escrever e pesquisar sobre este tema se não sentisse alegria ao encerrar o curso, se não percebesse lampejos de sorrisos na Universidade em que estudo e na escola em que trabalho.
Quem escreve trabalhos de fim de curso, ou quem estuda em qualquer escola, não precisa de olheiras e sim de olhos, mente e coração bem atentos para o que se passa fora e dentro de si.
Atenção para os caminhos que surgirão à sua frente a partir do novo que virá a conhecer.
O professor que me orientou nessa monografia (Thimótheo Porto), assemelha-se ao obstetra que acompanhou meu parto:
Sentado no chão, mãos relaxadas e cobertas por luvas, os braços apoiados nos joelhos – assim ele aguardava o momento de “entrar em cena”. Enquanto isto olhava de vez em quando para ver se o bebê já estava nascendo.
Eu me sentia livre obedecendo ao que o corpo falava. Andava de um lado para o outro no intervalo entre as contrações e quando vinha uma mais forte me abaixava.
Até que meu filho nasceu.
Então o Dr. Frederico Luiz Felipe Coelho (este é o seu nome), segurou meu filho, colocou-o em meus braços, esperou um pouco, cortou o cordão umbilical e fez todos os procedimentos os quais havia estudado em sua universidade e aprimorado após tantos partos realizados.
Emocionei-me , tamanho o respeito que a nós foi conferido.
E agora, escrevendo este trabalho, me emociono novamente, dando à luz a mais um filho com o apoio do meu orientador respeitando todo o processo do meu parto.
E assim, só assim posso ouvir o meu corpo e ele diz:
Escreva sobre a alegria na escola... pesquise sobre a alegria na escola.
E ao invés de olheiras, encontro ...sorrisos.
                                                                                                                     Patricia de Oliveira

sábado, 17 de setembro de 2011

Atemporal


Atemporal
                                  Para Íris Borges
Chuvas de livros caem sobre mim.
Eles caem e vão fazendo parte da minha pele:
Camas de livros fofinhas pra dormir.
Livros pães – pra saciar a fome do insaciável.
Livros lençóis – pra cobrir a gente nas noites escuras e sem estrelas.
Sapatos livros – pra ficarmos mais altos, quando até então nos sentíamos tão pequenos.
Livros batons – pra nos fazer mais bonitos.
Livros óculos – pra enxergar melhor.
Livros bolsas – carregando tesouros pra viajar.
Livros celular – pra falar com alguém no meio do deserto.
Chove, chove... Chove tanto!
E a terra sou eu.
A chuva, então, vai ficando mais fininha e o sol dentro de mim faz, magicamente, um arco-íris aparecer.
Patricia de Oliveira ( do livro : alegria na escola e outras passarices- a ser publicado)

Num sonho que tive

Um homem declamava de cima de uma árvore:
-Eu não gosto de entrevistas, se alguém tem alguma coisa a dizer então que viva esta palavra. ( Patricia de Oliveira)

A farmácia e a livraria

A FARMÁCIA E A LIVRARIA do poeta pedro bandeira.

Lá na rua em que eu pensava
tinha uma livraria
bem ao lado da farmácia.
Todo mundo ia à farmácia
comprar frascos de saúde.
E depois ia ao lado
pra comprar a liberdade.

Estima

O vento balança a flor...
È Deus que acena.

Patricia de Oliveira

A preciosidade do presente.

Escalada

                                      A S  são como escadas.Montanhas infindas, nos convidando a ver tudo lá de cima
                                  R
                              V
                            L
                        A
                     P
                  S
               A
           M
        U
     G
   L
A