Poesias minhas e de outros autores, trabalhos de colagens que faço, vídeos das histórias que conto,fotos, reflexões... encontros... sóis e ventos. Tenho dessas coisas: acordar cantando, cantar baixinho, cantar alto, voar alto, voar baixo, pisar no chão levemente, procurar meu bando, debandar, comer fruta e espalhar sementes sem olhar pra trás, dormir envolvida por verdes pensamentos, tomar banho de rio e me molhar jogando água pra cima - PASSARICES!
sábado, 28 de dezembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Certas PalavrasCertas palavras não podem ser ditas
em qualquer lugar e hora qualquer.
Estritamente reservadas
para companheiros de confiança,
devem ser sacralmente pronunciadas
em tom muito especial
lá onde a polícia dos adultos
não adivinha nem alcança.
Entretanto são palavras simples:
definem
partes do corpo, movimentos, actos
do viver que só os grandes se permitem
e a nós é defendido por sentença
dos séculos.
E tudo é proibido. Então, falamos.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Boitempo'
em qualquer lugar e hora qualquer.
Estritamente reservadas
para companheiros de confiança,
devem ser sacralmente pronunciadas
em tom muito especial
lá onde a polícia dos adultos
não adivinha nem alcança.
Entretanto são palavras simples:
definem
partes do corpo, movimentos, actos
do viver que só os grandes se permitem
e a nós é defendido por sentença
dos séculos.
E tudo é proibido. Então, falamos.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Boitempo'
segunda-feira, 22 de julho de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Lá, onde os pés descalços eram muitos e a fome e a guerra assolavam .Onde as dores eram inúmeras e os milagres constantes, como chuvas no deserto. Os pequenos milagres fizeram brotar verde da terra.E os rostos ,aos poucos, voltaram a sorrir. Sorrisos faróis iluminando os caminhos escuros, que de tão escuros pareciam não ter fim.E os rios voltaram a ser caudalosos e a terra se fez fértil.O sol nasceu de volta em cada coração sedento de justiça e dignidade.Muitas mãos repartindo pães. A fartura de idéias-pães sendo repartidas.A volta do sagrado nas pequenas coisas. E o mesmo tempo que levou, trouxe de volta os potenciais e as chamas interiores.E ninguém mais estava ileso ao progresso.E tudo acordou, como acordam todas as coisas em seu devido tempo.Trigais e milharais ao vento anunciavam o recomeço.Cheiro de mato novo invadindo o ar, porque toda dor cessa e os choros agora são de alegria.E os corpos dançam ao som da orquestra do vicejar.Homem e natureza de volta aos seus devidos lugares. De volta ao mesmo lugar. Sem dividir ou pleitear espaços. Unos agora!Viva o tempo do sol nascente!Viva as celebrações, trazendo de volta o lugar do sagrado.O lugar sagrado da vida dividida se agigantando nas pequenuras. Se agigantando nas resignificâncias.E os olhos de luares estão por todos os lugares.Sem medo da noite escura, sem solidões doloridas.As cores estão mais nítidas, as flores mais perfumosas e a música que sai disso tudo inunda em volta.De volta ao começo, sem superficialidades.A beleza, a pureza, a realeza , a determinação e a doçura.Flechas sendo lançadas ao alvo.Pernas ágeis e olhos de águia.Água pura saciando todas as sedes do espírito.Água limpa lavando todas as dores da alma.Benvinda, Benvindo ... ao novo tempo!Patricia de Oiveira26 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A TUA DOR É COMO O QUEBRAR DA CONCHA QUE APRISIONA A TUA COMPREENSÃO.
DA MESMA FORMA QUE O CAROÇO DA FRUTA PRECISA PARTIR-SE PARA QUE O SEU CERNE FIQUE EXPOSTO AO SOL, TU PRECISAS CONHECER A DOR.
E, MESMO QUE O TEU CORAÇÃO FIQUE MARAVILHADO COM OS MILAGRES DA VIDA,
A TUA DOR NÃO PARECERÁ MENOS EXTRAORDINÁRIA QUE A TUA ALEGRIA.
E TU ACEITARÁS AS ESTAÇÕES DO TEU CORAÇÃO DA MESMA MANEIRA QUE SEMPRE ACEITASTE AS ESTAÇÕES QUE PASSARAM PELO CAMPO.
E IRÁS CAMINHAR COM SERENIDADE ATRAVÉS DOS INVERNOS DO TEU LUTO.
MUITO DE TUA DOR É ESCOLHIDA POR TI MESMO.
É A POÇÃO AMARGA ATRAVÉS DA QUAL O TEU MÉDICO INTERIOR CURA O TEU EU DOENTE.
POR ISSO CONFIA NO MÉDICO E BEBE DE SEU REMÉDIO EM SILÊNCIO E TRANQUILIDADE.
POIS, A MÃO DELE, EMBORA PESADA E DURA , É GUIADA PELAS MÃOS SUAVES DO INVISÍVEL, E A TAÇA QUE ELE TRAZ, EMBORA QUEIME OS TEUS LÁBIOS, FOI MODELADA PELA ARGILA QUE O OLEIRO UMEDECEU COM SUAS PRÓPRIAS LÁGRIMAS SAGRADAS.
Gibran kalhil Gibran
DA MESMA FORMA QUE O CAROÇO DA FRUTA PRECISA PARTIR-SE PARA QUE O SEU CERNE FIQUE EXPOSTO AO SOL, TU PRECISAS CONHECER A DOR.
E, MESMO QUE O TEU CORAÇÃO FIQUE MARAVILHADO COM OS MILAGRES DA VIDA,
A TUA DOR NÃO PARECERÁ MENOS EXTRAORDINÁRIA QUE A TUA ALEGRIA.
E TU ACEITARÁS AS ESTAÇÕES DO TEU CORAÇÃO DA MESMA MANEIRA QUE SEMPRE ACEITASTE AS ESTAÇÕES QUE PASSARAM PELO CAMPO.
E IRÁS CAMINHAR COM SERENIDADE ATRAVÉS DOS INVERNOS DO TEU LUTO.
MUITO DE TUA DOR É ESCOLHIDA POR TI MESMO.
É A POÇÃO AMARGA ATRAVÉS DA QUAL O TEU MÉDICO INTERIOR CURA O TEU EU DOENTE.
POR ISSO CONFIA NO MÉDICO E BEBE DE SEU REMÉDIO EM SILÊNCIO E TRANQUILIDADE.
POIS, A MÃO DELE, EMBORA PESADA E DURA , É GUIADA PELAS MÃOS SUAVES DO INVISÍVEL, E A TAÇA QUE ELE TRAZ, EMBORA QUEIME OS TEUS LÁBIOS, FOI MODELADA PELA ARGILA QUE O OLEIRO UMEDECEU COM SUAS PRÓPRIAS LÁGRIMAS SAGRADAS.
Gibran kalhil Gibran
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
E FOI NAQUELA ÉPOCA QUE A POESIA CHEGOU ATÉ MIM.
NÃO SEI DE ONDE VEIO, DO INVERNO OU DO RIO.
NAO SEI COMO OU QUANDO.
NÃO ERAM VOZES, NEM PALAVRAS, NEM SILENCIO.
MAS DA RUA FUI CHAMADO ABRUPTAMENTE...
PELOS BRAÇOS DA NOITE.
E ENTRE TIROS VIOLENTOS.
OU UM RETORNO SOLITÁRIO.
LÁ ESTAVA EU, SEM ROSTO...
E LÁ ME ENCONTROU.
Pablo Neruda
NÃO SEI DE ONDE VEIO, DO INVERNO OU DO RIO.
NAO SEI COMO OU QUANDO.
NÃO ERAM VOZES, NEM PALAVRAS, NEM SILENCIO.
MAS DA RUA FUI CHAMADO ABRUPTAMENTE...
PELOS BRAÇOS DA NOITE.
E ENTRE TIROS VIOLENTOS.
OU UM RETORNO SOLITÁRIO.
LÁ ESTAVA EU, SEM ROSTO...
E LÁ ME ENCONTROU.
Pablo Neruda
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
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