sábado, 9 de novembro de 2013

domingo, 4 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Certas PalavrasCertas palavras não podem ser ditas 
em qualquer lugar e hora qualquer. 
Estritamente reservadas 
para companheiros de confiança, 
devem ser sacralmente pronunciadas 
em tom muito especial 
lá onde a polícia dos adultos 
não adivinha nem alcança. 

Entretanto são palavras simples: 
definem 
partes do corpo, movimentos, actos 
do viver que só os grandes se permitem 
e a nós é defendido por sentença 
dos séculos. 

E tudo é proibido. Então, falamos. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'Boitempo'

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Passarim, me conta aí seu segredim:
Como faz pra viver assim tão manerim?

Patricia de Oliveira
julho/2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

ESTOU TODA PROSA.
HOJE UM PASSARINHO FEZ PSIU PRA MIM.

Patricia de Oliveira
junho 2013
Lá tem matemática, história e geografia.
Só não tem vento pra soltar pipa.

Patrícia de Oliveira
junho 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

    Lá, onde os pés descalços eram muitos e a fome e a guerra assolavam .
    Onde as dores eram inúmeras e os milagres constantes, como chuvas no deserto. Os pequenos milagres fizeram brotar verde da terra.
    E os rostos ,aos poucos, voltaram a sorrir. Sorrisos faróis iluminando os caminhos escuros, que de tão escuros pareciam não ter fim.
    E  os rios voltaram a ser caudalosos e a terra se fez fértil.
    O sol nasceu de volta em cada coração sedento de justiça e  dignidade.
    Muitas mãos repartindo pães. A fartura de idéias-pães sendo repartidas.
    A volta do sagrado nas pequenas coisas. E o mesmo tempo que levou, trouxe de volta os potenciais e as chamas interiores.
    E ninguém mais estava ileso ao progresso.
    E tudo acordou, como acordam todas as coisas em seu devido tempo.
    Trigais e milharais ao vento anunciavam o recomeço.
    Cheiro de mato novo invadindo o ar, porque toda dor cessa e os choros agora são de alegria.
    E os corpos dançam ao som da orquestra do vicejar.
    Homem e natureza de volta aos seus devidos lugares. De volta ao mesmo lugar. Sem dividir ou pleitear espaços. Unos agora!
    Viva o tempo do sol nascente!
    Viva as celebrações, trazendo de volta o lugar do sagrado.
    O lugar sagrado da vida dividida se agigantando nas pequenuras. Se agigantando nas resignificâncias.
    E os olhos de luares estão por todos os lugares.
    Sem medo da noite escura, sem solidões doloridas.
    As cores estão mais nítidas, as flores mais perfumosas e a música que sai disso tudo inunda em volta.
    De volta ao começo, sem superficialidades.
    A beleza, a pureza, a realeza , a determinação e a doçura.
    Flechas sendo lançadas ao alvo.
    Pernas ágeis e olhos de águia.
    Água pura saciando todas as sedes do espírito.
    Água limpa lavando todas as dores da alma.
    Benvinda, Benvindo ... ao novo tempo!
 
             Patricia de Oiveira
            26 de maio de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

MINH'ALMA TEM SEDE.
SEDE DE RITUAIS.
RITUAIS DE AMOR E SIGNIFICÂNCIAS.
RECONEXÕES COM AQUILO DO QUE SOU FEITA.
QUERO ME INICIAR.
QUERO ME REINICIAR,
SEM PERDER OS MEUS MEIOS, OS COMEÇOS E OS SEM-FINS.

Patricia de Oliveira
04 de maio de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A TUA DOR É COMO O QUEBRAR DA CONCHA QUE APRISIONA A TUA COMPREENSÃO.
DA MESMA FORMA QUE O CAROÇO DA FRUTA PRECISA PARTIR-SE PARA QUE O SEU CERNE FIQUE EXPOSTO AO SOL, TU PRECISAS CONHECER A DOR.
E, MESMO QUE O TEU CORAÇÃO FIQUE MARAVILHADO COM OS MILAGRES DA VIDA,
A TUA DOR NÃO PARECERÁ MENOS EXTRAORDINÁRIA QUE A TUA ALEGRIA.
E TU ACEITARÁS AS ESTAÇÕES DO TEU CORAÇÃO DA MESMA MANEIRA QUE SEMPRE ACEITASTE AS ESTAÇÕES QUE PASSARAM PELO CAMPO.
E IRÁS CAMINHAR COM SERENIDADE ATRAVÉS DOS INVERNOS DO TEU LUTO.
MUITO DE TUA DOR É ESCOLHIDA POR TI MESMO.
É A POÇÃO AMARGA ATRAVÉS DA QUAL O TEU MÉDICO INTERIOR CURA O TEU EU DOENTE.
POR ISSO CONFIA NO MÉDICO E BEBE DE SEU REMÉDIO EM SILÊNCIO E TRANQUILIDADE.
POIS, A MÃO DELE, EMBORA PESADA E DURA , É GUIADA PELAS MÃOS SUAVES DO INVISÍVEL, E A TAÇA QUE ELE TRAZ, EMBORA QUEIME OS TEUS LÁBIOS, FOI MODELADA PELA ARGILA QUE O OLEIRO UMEDECEU COM SUAS PRÓPRIAS LÁGRIMAS SAGRADAS.

                                                                   

                                       Gibran kalhil Gibran


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


E FOI NAQUELA ÉPOCA QUE A POESIA CHEGOU ATÉ MIM.
NÃO SEI DE ONDE VEIO, DO INVERNO OU DO RIO.
NAO SEI COMO OU QUANDO.
NÃO ERAM VOZES, NEM PALAVRAS, NEM SILENCIO.
MAS DA RUA FUI CHAMADO ABRUPTAMENTE...
PELOS BRAÇOS DA NOITE.
E ENTRE TIROS VIOLENTOS.
OU UM RETORNO SOLITÁRIO.
LÁ ESTAVA EU, SEM ROSTO...
E LÁ ME ENCONTROU.

                                                Pablo Neruda

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

                                   FOTOGRAFIA
     LEMBRO DE QUANDO EU TINHA 20 ANOS.
     TINHA O MESMO PÁSSARO BATENDO AS ASAS NO MEU PEITO.
    ELE NÃO SAI DAQUI.
    NÃO PORQUE EU O PRENDA.
    E SIM PORQUE É MEU AMIGO.

        Patricia de Oliveira
                  14 de janeiro de 2013