É do Ademar Ferreira dos Santos.É mais ou menos assim:
Não cobiço, nem disputo os teus olhos.
Nem estou à espera de ver o que vêem e do modo como vêem os teus olhos.
Nada do que fizer me levará a pensar e a ver contigo se eu não aprender a ver com meus olhos e a pensar comigo.
Não me digas onde é o caminho nem como se caminha..Deixe-me acompanhar-te quando eu quiser.
E se o teu caminho estiver iluminado pela mais cintilante das estrelas que espreitam as noites e os dias. Mesmo que eu me perca de ti e tu te percas de mim, algures na caminhada certamente nos reencontraremos.
Semeia-te como és e oferece-te a colheita de todas as horas.
Não me prendas as mãos, nem faças delas instrumentos dóceis de inspirações que ainda não tive.
Deixe-me arriscar o molde talvez incerto.
Deixe-me arriscar o barro talvez impróprio.
Na oficina onde ganham forma e paixão todos os sonhos que antecipam o futuro.
E não me obrigues a ler os livros que eu ainda não adivinhei.
Nem a responder perguntas que eu ainda não indaguei.
Livra-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer da descoberta.
E com o silêncio, intimamente sábio, das tuas palavras e gestos; ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida.
"Amar é um ato de coragem" Paulo Freire
O desenho é da Beatriz ( Sou a mãe dela)
Poesias minhas e de outros autores, trabalhos de colagens que faço, vídeos das histórias que conto,fotos, reflexões... encontros... sóis e ventos. Tenho dessas coisas: acordar cantando, cantar baixinho, cantar alto, voar alto, voar baixo, pisar no chão levemente, procurar meu bando, debandar, comer fruta e espalhar sementes sem olhar pra trás, dormir envolvida por verdes pensamentos, tomar banho de rio e me molhar jogando água pra cima - PASSARICES!
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